Há algum tempo atrás em um lugar qualquer deste mundo testemunhei a compaixão despertada em algumas pessoas por uma cadela prenhe abandonada que apareceu naquele lugar. Ela estava magra e seus olhos se dirigiam aos seres humanos que se aproximavam implorando-lhes ajuda. Na verdade, e penso que isto não surpreenderá ninguém, essas pessoas que se sentiram particularmente sensibilizadas pela situação da cachorra eram do sexo feminino. Perguntei-me por que e parei para pensar um pouco sobre o assunto.
Na verdade, também senti-me condoído pela situação daquela cadela. Mas foi uma outra pessoa que me chamou a atenção para a existência daquele ser; se não fosse por isso, teria passado por ele como se fosse mais um cachorro vira-latas qualquer. De alguma forma, a situação daquele ser remete à tragédia da situação do ser humano no mundo. Quem tem sensibilidade, ao ver a situação de penúria daquela criatura, pensa consigo mesmo: "essa criatura precisa de ajuda, precisa de cuidados, pois caso contrário vai continuar sofrendo até perecer; devo agir para evitar o cumprimento desse destino trágico". De fato, a natureza não tem compaixão; é absolutamente inclemente com os fracos e doentes. O ser humano, por alguma força misteriosa, não se conforma com essa situação e é capaz de perceber que tem poder para mudar aquela primeira realidade, cuidando de quem é fraco e doente para que venha a ser forte e saudável. É capaz de ver e admirar a vida escondida naquilo que aparentemente é moribundo. Embora muitas vezes esquecido e desconhecido, um dos dons mais nobres e únicos do ser humano é a sua capacidade de cuidar e curar.
Mas quando me refiro ao ser humano, não posso generalizar a existência dessa qualidade em mesmo grau em todas as pessoas em particular. A história está repleta de muitos exemplos de pessoas e sociedades que construíram ideologias e mitos para justificar o extermínio daqueles que por sua fragilidade necessitavam de cuidados. Muitas sociedades antigas sacrificavam as crianças nascidas com deficiência física e mental; os nazistas empregaram meios de extermínio em massa para eliminar os deficientes mentais e os idosos de idade muito avançada. São apenas alguns exemplos dentro de um universo infelizmente muito maior.
Mas não pensemos que essa realidade pertence apenas ao passado. Tudo isso continua acontecendo hoje e pode se agravar, pois ainda são poucos os que são capazes de perceber o que está ocorrendo em nossos dias e menos ainda os que se arriscam a denunciá-lo. Assim como foram poucas as que perceberam a situação daquela cadela e menos ainda, talvez ninguém, tenham tido coragem de adotá-la. Prefiro não dizer quais são os meios de extermínio em massa dos dias atuais; qualquer pessoa bem informada já tem todos os dados para chegar às mesmas conclusões.
Aquela cadela estava dotada por natureza de uma simplicidade irresistível, pois não teve "vergonha" da sua situação e todo o seu ser adotou uma postura do tipo "por favor cuida de mim!" que muitas vezes vemos nas crianças e nos enche de afeição e compaixão. Mas também me lembro de que em outro lugar do mundo em algum tempo perdido não muito distantes destes presenciei a mesma situação, não com uma cadela, mas com uma moradora de rua. O ser humano é muito diferente de um cachorro. Dizem que quando um cachorro abandonado é adotado permanece eternamente e incondicionalmente fiel e grato à família que o adotou. O ser humano não reage necessariamente assim. Ele pede e precisa de muito mais cuidado do que um cachorro. Ele dá muito, mas muito mais trabalho, pois exige demais. E, para a surpresa de muitas pessoas, não é verdade que tantas e tantas vezes o ser humano interpreta o acolhimento como uma humilhação e retribui a generosidade com uma violência brutal?
Se certamente já foi difícil encontrar uma alma generosa para acolher aquela cadela, quanto mais difícil não será encontrar uma alma generosa para acolher um ser humano na mesma situação. A situação é tão mais exigente, que é necessário encontrar pessoas que estejam dispostas a dedicar sua vida a isso, sabendo ainda que estão se arriscando a receber socos como retribuição por um abraço. Essas pessoas existem, para grande perplexidade do mundo. E digo que essas pessoas existem porque foram despertadas pelos ensinamentos vitais produzidos pela voz doce da mãe mais bela, carinhosa e acolhedora que já existiu: a Igreja. Os fatos atuais e do passado atestam que isso é verdade; negá-lo é simplesmente dizer uma mentira. Antes da Igreja, isso não existia. Sem a Igreja, não existirá. O Estado a substituirá? O Estado não é capaz de amar nem de ser amado; não é capaz de curar nem de cuidar. Esse "Estado" é quando muito uma abstração inerte para suprimir a responsabilidade pessoal que não queremos assumir.
Nada pode causar mais remorso do que a consciência de ter ferido a própria mãe, a não ser que essa consciência já esteja irreversivelmente embrutecida. Creio que algum dia todos nós enxergaremos claramente a pureza da beleza e da bondade dessa mãe e para muitos o remorso será eternamente fatal.
sábado, 10 de março de 2012
Crônica sobre uma cadela prenhe abandonada
sexta-feira, 2 de março de 2012
Comentário sobre o artigo "O fio de cabelo de uma mulher" de Luiz Felipe Pondé
No artigo de Luiz Felipe Pondé "O fio de cabelo de uma mulher", publicado no caderno ilustrada da folha em 27/02/2012, é citada a seguinte frase de Nelson Rodrigues:
A prostituta é a primeira e a mais sublime vocação de toda mulher. (extraído de sua coluna de 5 de maio de 1967 no "Correio da Manhã")
Nelson Rodrigues não escreveu apenas que a prostituta é uma vocação da mulher; escreveu também que é a primeira e a mais sublime vocação de toda mulher. Leitor, paraste para pensar nessa frase, buscando a sua correspondência com essa parcela da realidade que viveste? Sendo sincero consigo mesmo, a que conclusão chegas? Te sentiste incomodado? Por quê?
Senti-me incomodado por que tive que admitir a verdade a respeito da nossa natureza humana ao confrontar a ideia com os fatos. Não conheço na pele a realidade de ser mulher, mas como homem posso afirmar que a promessa de uma vida repleta de prazeres realizados de fato em experiências sexuais com muitas mulheres sedutoras é extremamente atraente. E se além disso pudesse tirar daí a minha subsistência, melhor ainda!
No mundo arcaico, em que o ser humano lutava desesperadamente pela subsistência com "o suor do seu rosto" (Gn 3, 19), o homem, pela sua condição física, estava em situação de vantagem com relação à mulher para extrair os frutos de uma terra indômita. A mulher, consciente da sedução que exerce sobre o homem, percebe que é capaz de utilizá-la para os seus fins. Algumas vezes esse fim é atrair um homem para ser um parceiro definitivo mas outras vezes é atrair muitos homens. Com um parceiro definitivo, a mulher encontra um apoio para a sua subsistência e dos filhos, ao mesmo tempo que pode oferecer um apoio afetivo e laboral ao homem. Nesse caso, a sedução é exercida em toda sua graça e intensidade apenas no momento do encontro com aquele que será o seu futuro marido. Mas, na verdade, esse prazer de seduzir não passa depois que o fim foi alcançado e o desejo de revivê-lo também acontece nessa fase em que a sedução já não se faz necessária.
Não seria melhor viver uma vida de exercício contínuo de sedução, muito mais prazerosa? Creio que no mundo antigo isso não era possível sem que a mulher exigisse do seduzido um pagamento, pelas razões já mencionadas. Por isso, surgiu a prostituição. No mundo novo, não é assim necessariamente, pois a mulher pode conseguir a sua subsistência sozinha, e ainda sobra muito tempo livre nos finais de semana para seduzir a quem bem entender. Não é prostituição; o nome que damos a isso é promiscuidade.
Portanto, a prostituição e a promiscuidade tem origens em comum, embora não sejam equivalentes (no pequeno artigo http://www.adhominem.com.br/2012/03/promiscuidade-e-equivalente.html Joel P. da Fonseca mostra a diferença, para além das diferenças de definições). Nesse sentido, é verdade que há em toda mulher uma prostituta ou uma promíscua em potencial. E o mesmo vale para o homem, digamos de passagem. Mas ainda me pergunto: por que essa é a primeira vocação e a mais sublime? Dizer que é a primeira vocação tem força ontológica. Equivale a dizer que é uma parte constitutiva da sua natureza. Dizer que é a mais sublime tem valor subjetivo. É um valor atribuído por alguém, isto é, por aquele que julga ser essa a vocação mais sublime. Nelson Rodrigues falava sério? Que conhecimento ele tinha da essência da mulher? Em que posição ele se encontrava para julgar categoricamente aquela a mais sublime das vocações? Na posição de Deus?
Depois de ter vivido uma vida repleta de resultados bem sucedidos produzidos pela sedução, ao crepúsculo da vida a capacidade de seduzir morre antes do corpo. Aquela "vocação" já não pode ser realizada. É o fim. Não resta a esse indivíduo mais do que aceitar a sua situação e esperar pacientemente a morte, consolando-se talvez na lembrança dos seus tempos áureos. Sabemos bem que ninguém reage desse modo; tenta desesperadamente prolongar os sinais da juventude. E quando a última pétala cai, e toda a flor já está murcha, fica o sabor amargo de uma vida totalmente abandonada. Por que ninguém mais a quer? Tínhamos a impressão de que aquela vida se doou a tantos, oferecendo-lhes prazer, "cheia de amor para dar"? Onde estão aquelas pessoas para agradecer o amor e o prazer recebido? Por que não voltam agora, para retribuir amor com amor? Por que não querem encontrar aquela "Marie, linda, cozinhando sua comida, de vestido solto e listrado, enchendo a sua vida de desejo, com os cabelos caindo nos ombros".
Albert Camus não parece ser muito fiel à realidade em sua obra "O Estrangeiro". Passa a ideia de que a mãe, aquela que dá a vida e a primeira e verdadeira experiência do amor ao filho, é infeliz, pois acaba sofrendo a indiferença do próprio filho. A mulher sedutora, por outro lado, é feliz, "cheia de amor para dar", "enchendo a sua vida de desejo", verdadeiramente querida por Meursault. Apesar de que muitas vezes a mãe seja esquecida pelos filhos na sua velhice, e de que algumas vezes não seja querida por eles, a experiência mostra no entanto que as Maries são as grandes esquecidas da história. São sempre esquecidas, sem exceção. Acabam sozinhas e sem ninguém que as ame. Ninguém. Diga-se de passagem que existe muito em comum entre a mãe e a Marie. Pois algum dia a mãe foi a Marie e a Marie poderá ser a mãe. Também é bom lembrar que nem todos os filhos são Meursault. E que Meursault tem uma consciência, além das paixões.
Não quero com isso menosprezar ou condenar a graça que uma mulher como Marie quer oferecer ao homem. Pelo contrário, reconheço nessa graça a experiência de prazer mais intensa que um homem pode experimentar. É utilizada nas Sagradas Escrituras em analogia à felicidade eterna. Mas então o que há de errado na vida da prostituta e da mulher promíscua? "És pó, e pó te hás de tornar" (Gn 3, 19). Não faz diferença, quando toda morte conduz a um fim definitivo. Essa é mesmo a resposta definitiva?
Um mortal não pode dizer a outro qual é a sua verdadeira vocação. É uma pretensão ridícula. As palavras são insuficientes para expressar experiências vitais. Elas não tem peso nenhum se não fazem referência a experiência vitais já experimentadas. "Sua religião não vale um fio de cabelo de uma mulher". Essas palavras são intensamente verdadeiras na perspectiva de Meursault. Ele prefere o encanto real, concreto e paupável de uma mulher à religião. Ele não encontra nenhum valor na religião, pois de imediato ela não é capaz de lhe oferecer nada comparável ao que experimentou com Marie. Mas Meursault fica na superfície dos fatos, pois deveria também se perguntar por que Marie?, por que esse prazer?, por que ela?, por que eu?.
Quem poderá juntar as peças desse grande quebra-cabeças? E quem se sentirá à vontade para desistir de encontrar a imagem completa? Afinal de contas quanto realmente vale o fio de cabelo de uma mulher? E quanto vale o fio de cabelo de um homem?
A prostituta é a primeira e a mais sublime vocação de toda mulher. (extraído de sua coluna de 5 de maio de 1967 no "Correio da Manhã")
Nelson Rodrigues não escreveu apenas que a prostituta é uma vocação da mulher; escreveu também que é a primeira e a mais sublime vocação de toda mulher. Leitor, paraste para pensar nessa frase, buscando a sua correspondência com essa parcela da realidade que viveste? Sendo sincero consigo mesmo, a que conclusão chegas? Te sentiste incomodado? Por quê?
Senti-me incomodado por que tive que admitir a verdade a respeito da nossa natureza humana ao confrontar a ideia com os fatos. Não conheço na pele a realidade de ser mulher, mas como homem posso afirmar que a promessa de uma vida repleta de prazeres realizados de fato em experiências sexuais com muitas mulheres sedutoras é extremamente atraente. E se além disso pudesse tirar daí a minha subsistência, melhor ainda!
No mundo arcaico, em que o ser humano lutava desesperadamente pela subsistência com "o suor do seu rosto" (Gn 3, 19), o homem, pela sua condição física, estava em situação de vantagem com relação à mulher para extrair os frutos de uma terra indômita. A mulher, consciente da sedução que exerce sobre o homem, percebe que é capaz de utilizá-la para os seus fins. Algumas vezes esse fim é atrair um homem para ser um parceiro definitivo mas outras vezes é atrair muitos homens. Com um parceiro definitivo, a mulher encontra um apoio para a sua subsistência e dos filhos, ao mesmo tempo que pode oferecer um apoio afetivo e laboral ao homem. Nesse caso, a sedução é exercida em toda sua graça e intensidade apenas no momento do encontro com aquele que será o seu futuro marido. Mas, na verdade, esse prazer de seduzir não passa depois que o fim foi alcançado e o desejo de revivê-lo também acontece nessa fase em que a sedução já não se faz necessária.
Não seria melhor viver uma vida de exercício contínuo de sedução, muito mais prazerosa? Creio que no mundo antigo isso não era possível sem que a mulher exigisse do seduzido um pagamento, pelas razões já mencionadas. Por isso, surgiu a prostituição. No mundo novo, não é assim necessariamente, pois a mulher pode conseguir a sua subsistência sozinha, e ainda sobra muito tempo livre nos finais de semana para seduzir a quem bem entender. Não é prostituição; o nome que damos a isso é promiscuidade.
Portanto, a prostituição e a promiscuidade tem origens em comum, embora não sejam equivalentes (no pequeno artigo http://www.adhominem.com.br/2012/03/promiscuidade-e-equivalente.html Joel P. da Fonseca mostra a diferença, para além das diferenças de definições). Nesse sentido, é verdade que há em toda mulher uma prostituta ou uma promíscua em potencial. E o mesmo vale para o homem, digamos de passagem. Mas ainda me pergunto: por que essa é a primeira vocação e a mais sublime? Dizer que é a primeira vocação tem força ontológica. Equivale a dizer que é uma parte constitutiva da sua natureza. Dizer que é a mais sublime tem valor subjetivo. É um valor atribuído por alguém, isto é, por aquele que julga ser essa a vocação mais sublime. Nelson Rodrigues falava sério? Que conhecimento ele tinha da essência da mulher? Em que posição ele se encontrava para julgar categoricamente aquela a mais sublime das vocações? Na posição de Deus?
Depois de ter vivido uma vida repleta de resultados bem sucedidos produzidos pela sedução, ao crepúsculo da vida a capacidade de seduzir morre antes do corpo. Aquela "vocação" já não pode ser realizada. É o fim. Não resta a esse indivíduo mais do que aceitar a sua situação e esperar pacientemente a morte, consolando-se talvez na lembrança dos seus tempos áureos. Sabemos bem que ninguém reage desse modo; tenta desesperadamente prolongar os sinais da juventude. E quando a última pétala cai, e toda a flor já está murcha, fica o sabor amargo de uma vida totalmente abandonada. Por que ninguém mais a quer? Tínhamos a impressão de que aquela vida se doou a tantos, oferecendo-lhes prazer, "cheia de amor para dar"? Onde estão aquelas pessoas para agradecer o amor e o prazer recebido? Por que não voltam agora, para retribuir amor com amor? Por que não querem encontrar aquela "Marie, linda, cozinhando sua comida, de vestido solto e listrado, enchendo a sua vida de desejo, com os cabelos caindo nos ombros".
Albert Camus não parece ser muito fiel à realidade em sua obra "O Estrangeiro". Passa a ideia de que a mãe, aquela que dá a vida e a primeira e verdadeira experiência do amor ao filho, é infeliz, pois acaba sofrendo a indiferença do próprio filho. A mulher sedutora, por outro lado, é feliz, "cheia de amor para dar", "enchendo a sua vida de desejo", verdadeiramente querida por Meursault. Apesar de que muitas vezes a mãe seja esquecida pelos filhos na sua velhice, e de que algumas vezes não seja querida por eles, a experiência mostra no entanto que as Maries são as grandes esquecidas da história. São sempre esquecidas, sem exceção. Acabam sozinhas e sem ninguém que as ame. Ninguém. Diga-se de passagem que existe muito em comum entre a mãe e a Marie. Pois algum dia a mãe foi a Marie e a Marie poderá ser a mãe. Também é bom lembrar que nem todos os filhos são Meursault. E que Meursault tem uma consciência, além das paixões.
Não quero com isso menosprezar ou condenar a graça que uma mulher como Marie quer oferecer ao homem. Pelo contrário, reconheço nessa graça a experiência de prazer mais intensa que um homem pode experimentar. É utilizada nas Sagradas Escrituras em analogia à felicidade eterna. Mas então o que há de errado na vida da prostituta e da mulher promíscua? "És pó, e pó te hás de tornar" (Gn 3, 19). Não faz diferença, quando toda morte conduz a um fim definitivo. Essa é mesmo a resposta definitiva?
Um mortal não pode dizer a outro qual é a sua verdadeira vocação. É uma pretensão ridícula. As palavras são insuficientes para expressar experiências vitais. Elas não tem peso nenhum se não fazem referência a experiência vitais já experimentadas. "Sua religião não vale um fio de cabelo de uma mulher". Essas palavras são intensamente verdadeiras na perspectiva de Meursault. Ele prefere o encanto real, concreto e paupável de uma mulher à religião. Ele não encontra nenhum valor na religião, pois de imediato ela não é capaz de lhe oferecer nada comparável ao que experimentou com Marie. Mas Meursault fica na superfície dos fatos, pois deveria também se perguntar por que Marie?, por que esse prazer?, por que ela?, por que eu?.
Quem poderá juntar as peças desse grande quebra-cabeças? E quem se sentirá à vontade para desistir de encontrar a imagem completa? Afinal de contas quanto realmente vale o fio de cabelo de uma mulher? E quanto vale o fio de cabelo de um homem?
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